Eu quis amá-la e quis odiá-la; mas no fim posso apenas não a ignorar.
Querida, eu quis amar você. Sério, eu quis mesmo. Quis me fazer presente e importante para você, mas não consegui ou você não quis. Eu sempre esperei uma resposta firme sobre as minhas vontades para nós. Claro que respostas positivas são boas, mas nunca as exigi para mim. Apenas um “sim” ou um “não”, claro, objetivo e certo. Engraçado, o “sim” e o “não” não vinham sozinhos, eram acompanhados de “posso”, “sei” ou coisa semelhante. Eu quis odiar você pela frustração que você me causou, pelas noites que não dormi pensando em você. A sua melhor amiga me disse que eu era obssessivo, sou obrigado a concordar com ela. No fundo o que eu realmente quero é ter um entendimento definitivo sobre você. Você fala que não quer que eu sofra. Isto é tão emotivo. Acho que vou seguir o seu conselho. Amar e odiar são sentimentos correlatos. Ambos fazem sofrer seja na ausência seja na presença, e freqüentemente um causa o outro. Sobre você, não mais um nem outro. Não tão rápido que dê na cara, nem tão devagar, que me faça sofrer.