Posted: June 15th, 2009 | Author: Dérico Filho | Filed under: Chronicles | No Comments »

25 anos de Nerd ao alcance das mãos.

Ou: relato de um nerd de araque.

 

Aos primeiros pensamentos deste texto, fiquei em dúvida sobre como definir canonicamente o Nerd. Pensei, e depois de algum sofrimento resolvi estabelecer uma diferença importante que o imaginário popular não faz.

Nerd e Geek não são as mesmas coisas. Podem ambos ser predicados da mesma pessoa, mas não se infere um no outro.

O Geek é, antes de tudo, um interessado. Gosta absurdamente, maniacamente de algo. Que tipo de Geek é você?

E se você acha bonito ser Geek, está tudo bem também. Afinal, há o movimento Geek Chic, em que Geeks, não-Geeks, Nerds e não-nerds se vestem de coisas que os Geeks acham o máximo, e os ridículos acompanham. E ainda há um aspecto percuciente na vestimenta Nerd: o Nerd só usa roupa confortável, porque abrir mão daquela confortável e quentinha jaqueta puída? “Que ideia estúpida” sem dúvida o Nerd pensaria.

 

Como você já deve ter percebido, Geek é um bicho estranho, porém detentor de uma característica que nos Nerds é distorcida: Aquele é gregário. Este, nem tanto.

Como os Geeks têm gostos, geralmente por coisas cults, o natural é que eles se aglomerem em torno das coisas que gostam. Não à toa que muitos médicas e engenheiros se casaram por causa do Scott e McCoy de Jornada nas Estrelas.

Isto os qualifica como Nerds? Não. 80% das mulheres brasileiras são Geeks de Novela, nem por isto são Nerds.

O Nerd é o pitboy do cérebro. É aquele cara a quem você consulta quando o Google falha. O Nerd é inteligente e sabe disto. Aliás, nós já vimos este padrão no comportamento humano, não há coisa pior do que a mulher gostosa que sabe que é gostosa? Por isto o Nerd é chato. É chato para o Nerd ouvir gente chata falar de coisa chata. BBB, Novela, Jornal Nacional, Academia: o Nerd acha tudo isto um saco.

Nem todo Nerd é Geek, e vice-versa, mas o comum é que o Nerd seja Geek de alguma coisa muito estranha, como colecionar HQs e gostar de coisas como Guerra nas Estrelas, ou nos países mais desenvolvidos, que eles tenham interesse por Física Quântica, Robótica e Genética.

Os Nerds adoram os não-nerds, porém detestam um impostor e quando o encontra rapidamente o desmascara. Seja para si, seja para outros. Não adianta tentar parecer inteligente perto de um Nerd, ele sabe que você não é. Seja você mesmo, ele vai gostar do jeito que você é.

Mas eles também são inocentes, quando eles não te conhecem, rapidamente vão começar a falar dos assuntos que eles gostam, e que você, não-Nerd, acha chato. Você vai escutar com um sorriso amarelo, e logo ou trocará de assunto ou se afastará do sujeito. Não é culpa sua, não se preocupe. Quando você falar das coisas que o medíocre gosta, ele também ficará com sono. Talvez a diferença entre você e ele, é que ele não disfarçará o sono.

O Nerd interage comumente com outras pessoas, mas faz de forma a evitar o abuso da proximidade física. Por isto, o século XXI veio como a era da redenção aos Nerds: no mundo virtual eles são fortes, na vida real, fracos e sujeitos a bullying; no mundo virtual detém o controle das coisas, na vida real, são engolfados pelas circunstâncias. Na vida real são perdedores, na vida virtual são ganhadores.

Viver a vida virtual é muito mais fácil e cômodo que a vida real, e daí que eles tanto produzem blogs, twitters, comunidades, nings, memes, projetos, wikis, e toda esta parafernália da web2.0. É muito fácil ser valente quando a sua assinatura no fórum de discussão é “Anonymous Coward”.

Os Nerds são naturalmente empreendedores. Acontece que a distância entre o pensamento e a realização para o Nerd é pequena. Ele pensa num programa e programa. Ele pensa num invento e faz. Pensa em um romance fantástico e escreve. Como lhe sobra muitos cavalos-força na cabeça, tudo acontece com razoável facilidade.

Os principais avanços da história moderna e contemporânea foram engendrados por Nerds. Primeiro na física e na química depois na eletrônica, na robótica e na informática. O fato de haver Nerds ricos, principalmente na área de informática como Bill Gates, ajudou muito à auto-estima deles. Embora perdedores na infância e na adolescência, o seu espírito empreendedor nato poderia fazer com que eles se tornassem adultos ricos, de sucesso ou ambos.

Mas o fato, é que se você contar, fizer os nove-fora, verá que são poucos Nerds realmente ricos. Logo, a música-hino do golpe do baú aos nerds trata-se, na verdade, de um estelionato.

O nerd de hoje é o cara rico de amanhã

O nerd de hoje é o cara lindo de amanhã

O nerd de hoje é o bom marido de amanhã

Garota, escolha já seu nerd!

[...]

O curso superior do gostosão tá no início

E o Nerd ganha em dólar no Vale do Silício – Escolha já  o seu Nerd – Os Seminovos.

Assim a definição básica e canônica do Nerd é: uma pessoa muito inteligente, com uma grande capacidade de acumular e concatenar conhecimentos, porém socialmente inepta.

A taxonomia nerd é muito simples: há os nerds, e o resto. Ou se preferir, uma versão da célebre frase de Afrânio Peixoto:

“Se você é um nerd gostosão, você é gostosão. Se você é um nerd feio, você é um nerd”.

O crime do Nerd não é ser inteligente, o crime do Nerd é ser socialmente incapaz. No exato instante que uma pessoa muito inteligente é capaz de fazer amigos, e ser interessante a qualquer pessoa, automaticamente deixa de ser Nerd. Não importa se é belo, alto e forte, ou baixo, gordo ou magrelo.

Logo, uma mulher minimamente inteligente vai entender que sair, ficar, namorar e casar com um Nerd se trata na verdade de um grande problema. Se a vida não foi capaz de fazer o Nerd se tornar um partícipe social capaz, com certeza não será a mulher que conseguirá.

É comum os Nerds ficarem mal satisfeitos quando se apontam pessoas que não são Nerds como Nerds, mas é mais por inveja do que qualquer outra coisa.

Tomemos o exemplo do Dr. Brian Cox. Este físico nada mais é do que um dos pensadores do LHC, o Grande Colisor de Hádrons, em Genebra, Suíça. Ele estuda e produz conhecimentos em Física Quântica. Apresenta diversos programas de conhecimentos científicos na BBC.

Nesta breve descrição é possível deduzir que ele deva ser um Nerd de alto gabarito. Grande engano: este mesmo Doutor, foi tecladista da banda de Pop Rock D:Ream, que esteve no topo das paradas musicais britânicas algumas vezes.

Dr. Brian Cox não é Nerd. Inteligente? Sem dúvida. Geek? Talvez. Mas tem mulher, filhos e gosta de falar de outras coisas além da Teoria da Supersimetria ou Bóson de Higgs.

Olha que coisa excelente: Ser inteligente, gostar de ser inteligente e ainda ser bonito e desejado pelas mulheres! Sonho de todo Nerd homem.

Salve o futuro do mundo, impeça o crescimento dos Nerds! Não beije um Nerd!


Aula de IPBD de 6a. na 2a. Aula

Posted: April 17th, 2009 | Author: Dérico Filho | Filed under: Chronicles | Tags: | No Comments »

Aula em português, slides em inglês.
Peças de hardware para mostrar como funciona um SGBDR (RDBMS).

Métodos poucos ortodoxos de aula.

Mas não é exatamente da aula que eu quero falar. Quero falar sobre a turma.

Veja, eu só assisto aula com a turma de IPBD uma vez por semana, as demais aulas é com outra turma. Tenho pouco tempo para me integrar com eles…

Eu já comecei faculdade algumas vezes, por via de regra as turmas de 1o. Ano/Semestre são bem bagunceiras.

Curiosamente esta turma de IPBD, que é de 1o. Semestre, é quieta, calminha, interessada…

Mas acho que tem mais a ver com o professor, que é de dar sono, que dá uma materia mobral e chata, não tem como se empolgar e fazer algazarra…

Minha soneca de sexta a noite agradece.

A matéria é ótima, pena que já tive antes… Se o professor desse algo mais divertido como Conceitos Fundamentais de Tuning de BD, aposto que o clima seria outro.

Bom, a aula já tá acabando, e o “feriadão” está aí.

Meta de amanhã: zerar 123i.com.br


Dez coisas para se fazer no feriado da consciência negra.

Posted: November 20th, 2008 | Author: Dérico Filho | Filed under: Chronicles | No Comments »

Eu particularmente não gosto de feriados de terça-feira e quinta-feira, pois eu não emendo no final de semana, e não consigo aproveitar o descanso a mais.

Como o dia é feriado, e sempre bate um bode de trabalhar no feriado, fiz uma lista de cinco coisas para se fazer nestes feriados de um dia.

1. Visitar ou ligar para um amigo que você não vê faz tempo.
2. Passear no parque ou na praia (se você mora na praia).
3. Assistir a um DVD que você esqueceu no fundo da gaveta ou na estante.
4. Ficar algumas horas no StumbleUpon
5. Jogar algum jogo de tabuleiro, não video-game.

Agora com certeza algumas coisas para não se fazer no feriado

1. Óbvio, trabalhar, mesmo que você tenha trabalho atrasado.
Aproveite a folga para recarregar as baterias.
2. Jogar video-game.
3. Ir ao shopping (coisa típica de paulistano)
4. Fazer compras
5. Ir almoçar fora num lugar bem gordo.

Bom, parece que o meu feriado vai ser parado mesmo…


Merry Christmas

Posted: December 25th, 2007 | Author: Dérico Filho | Filed under: Chronicles | Tags: | No Comments »


My company and Brook’s Law – Why hiring a new programmer delays the whole company’s development schedule?

Posted: December 10th, 2007 | Author: Dérico Filho | Filed under: Chronicles, Technology | Tags: , , , , , , , , , , , , , , | No Comments »

Hi!

I work in a real state agency. This company has its own management system which deals with customer database, customer relationship management, product database and product export to other external system of advertising.

It has been developed by 6 years now, and passed by the hands of 8 programmers (or interns) so far. And until the lastest one, adding more man power to its development always uncovered a sad feeling of Brook’s Law.

Brook’s Law dictates that “adding man power to a late software project makes it later”. Actually it really happened. After hiring a new programmer it took at least 3 months of intensive training, which approached quality (5s, Kaizen and PDCA) and some programming skills such OO, MVC and Design Patterns.

This thorough training should supposedly prepare the hired programmers to a supposed high-level of coding. Well, the code was not that high-leveled and the programmers always had to struggle with so many standards that they could not produce code.

There was never a roadmap or formal product release. Indeed in the beginning, the changes were made directly into the code and bugs fixed later. I guess when nothing is yet done, act quick-and-dirty or worse-is-better is a good atittude.

OK, it may have hurted some ears around. I am not defending them as a real alternatives for software development. What I am saying is: they are great choices to evolve from NOthing to SOMEthing. Let me explain it a bit further.

The company I work on was founded by a group of Internet investors. They had no previous experience on real state market. They had money and wanted to invest. One lunatic among them decided to burn his cash in a real state agency in the rotten brazilian market.

Alright. If you are producing a software to a company runned by an expert in the market, usually the biggest problem you could have would be how translate some business needs into technical specification.

However, If you are producing a software to a company runned by a lunatic that simply has no idea of what it is taken to do the business, then your greatest is problem is doing something almost completely off your mind – if the CEO has no idea and you have no idea – anything, even a bad thing, is better than nothing.

This lack of identity reflected the source code’s organisation, robustness and stability. Actually, a paleontologist could dig four differente eras of coding.

The first one made by four hands and it’s completely quick and dirty. The second one a bit more organised, but yet worse is better approach (the great change was moving from VI to Samba Shared file access). The third one with better structured code. And the last one developed with OO/MVC/All the letters that are G&W.

Thus, teaching the new-comers about the system had do cope with all these generations of coding and thoughts.

Why that last one has been different?

The last hiring was completely different on many aspects.

First, the hired programmer was a better professional. I am not talking about technical skills – I am mean a more matured and seasoned person. A young company with young employees behaves childishly – spending more than needed with wrong people.

Second, the company knows better its needs and what it expects from employees. It means that the business needs are more easily translated into technical specifications.

Third, the oldest codes are no longer changed. They work (sometimes badly) and they do not demand more maintenance. All the code produced is related to new needs, therefore I need to teach fewer things one to new employees.

Adding man power in these conditions is easy. Brook notice the projects delays when he realised that new programmers could not add production immediately because they needed to be taught. And that’s the whole issue.

The more one programmer need to learn in order to begin working – the longer it’ll take to make him productive.

When the teacher knows the things to be conveyed, it is easier. On the other, when there is no teacher (or no knowledge), it is the famous Research and Development – not funded, not supported and only demanded.

Does it ever happened to you?


Del camino a la vereda

Posted: September 3rd, 2007 | Author: Dérico Filho | Filed under: Chronicles, Músicas | No Comments »


CAVSH – Crônica dos meus valores: Nem vara, nem peixe. Não dou nada.

Posted: August 5th, 2007 | Author: Dérico Filho | Filed under: Chronicles | No Comments »

Under Chatham House Rule.

Um certo final de semana eu fui a Sorocaba reencontrar um grande amigo. Padre, ex-escotista, ex-escoteiro e atual escudeiro. Conheci lá um seminarista, que o auxíliava com as obrigações paroquiais. Ao retornar à São Paulo deu-se o debate de idéias. De que adianta dar vara e ensinar a pescar? Quem tem fome não aprende, quem tem fome e é subnutrido menos ainda. Quem tem fome não tem força para pescar, plantar ou colher. Quem tem fome é quase um inválido? Quem tem fome não tem valores de caráter, comida é comida e não tem dono. Mas se quem tem fome tem que comer e é um inválido, quem deve dar comida a esta pessoa? Aquelas pessoas sem fome? “Dai, ó Senhor, pão a quem tem fome; e fome de justiça a quem tem pão”? Em termos breves, o assistencialismo é ruim e indesejável – mas é inevitável. Qual outra forma há para reabilitar estes quase inválidos? Além do mais como atacar a causa do problema sem ter tido um contato com ele? Como ensinar as pessoas não passarem fome sem ter visto um esfomeado, o meio que vive e as atitudes que tem? Neste ponto pessoas elevadas tem outra obrigação. As ONGs que se juntem para dar aula. O Fome Zero que compre comida. A nossa Tertúlia deve dar valores. Alimentar os inválidos, reabilitá-los com um conhecimento – e ensiná-los a importância de valores como firmeza de caráter, resistência aos breve subornos da vida atual e honestidade. A energia da comida presenteada não pode ser disperdiçada em lutas por mais comida. A energia da comida presenteada deve ser usada para gerar mais comida, sem prejudicar outrem ou a si mesmo.

(Em 18/09/2006 – 20:30)